“a ironia vem da dor” (Lima Barreto)

O coração ferido tem suas armas, nascidas no silêncio da ferida atual ou muito antiga. Elas estão esquecidas, insuspeitas, embrulhadas em algum papel ou pano atirados fora. Mas disparam sem aviso durante uma conversa banal e até mesmo alegre, viajam a bordo de uma lembrança que risca a mente ou atravessa o raciocínio. Saem da boca, ganham o mundo, trespassam o interlocutor e vão inocular veneno em tudo e todos. São inteligentes e divertidas, elogiadas, copiadas e transcritas. Brilham, e com isto ganham prêmios, antologias, respeito acadêmico e fama. Mas a dor…esta permanece, perfurando órgãos e enegrecendo sentimentos, que apenas no amor vão encontrar alívio.

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